Ser campeão da saúde exige coragem para superar tabus – 29/11/2020 – Opinião

é um novembro Foi marcado por iniciativas em todo o Brasil para a conscientização sobre a prevenção de doenças que afetam a saúde masculina. A timidez e o constrangimento ainda impedem os homens de procurar ajuda.

Historicamente, uma criança e uma menina eram acompanhadas por um pediatra e, desde o início da puberdade, a menina só ia às consultas de rotina com o ginecologista. O mesmo Não acontece com o meninoQue ficou sem um especialista para acompanhá-lo até a idade adulta.

Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostram que apenas 1% dos adolescentes do sexo masculino vão ao urologista. Não é incomum que os homens tenham mais chance de desenvolver doenças coronárias, câncer, diabetes, colesterol alto, hipertensão e obesidade, entre outros, além de viverem, em média, sete anos menos que as mulheres.

A cultura patriarcal em que vivemos exige que a criança – que não é estimulada a pensar em prevenção – vá ao médico e aos hospitais apenas em caso de emergência. Ainda existe a falácia de que “sendo homem não chora”, que você é imune e resistente a quaisquer doenças e que no futuro, como ganha-pão da família, “você não pode adoecer”. Com o tempo, esses estereótipos foram adicionados a outros mitos e contos sobre um exame retal digital –Exame básico Detectar possíveis anormalidades na próstata – confirmando negativamente uma recaída e negligência por parte do homem, comportamento que não é percebido entre as mulheres.

É verdade que nas últimas décadas avançamos nas políticas públicas de atenção à saúde masculina, mas os resultados práticos ainda são pouco visíveis. Infelizmente, a saúde humana não tem sido tratada adequadamente em relação à sua importância e características.

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Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), os novos casos de câncer de próstata até 2020 estão estimados em cerca de 65 mil. Infelizmente, cerca de 20% dos pacientes com tumor são diagnosticados em estágio avançado, quando não há chance de cura. É a segunda doença maligna mais comum em homens, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma.

A boa notícia é que a detecção precoce aumenta a chance de cura em 90%. O ruim é que com uma fuga Vírus Corona, Homens recuaram na prevenção e Os tratamentos não foram continuados.

Levantamento da SBU mostra que 55% deles, com mais de 40 anos, pararam de ir às consultas médicas por conta da pandemia. A prevenção é essencial nesta doença.

Homens com história familiar da doença de pai ou irmão, afrodescendentes e obesidade têm maior predisposição ao problema e devem iniciar a prevenção aos 45 anos. A partir dos 50 anos, e mesmo sem sintomas, devem procurar um especialista.

Tendências / Discussões
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