Crise do Brasil: Demissão dos Secretários de Estado e de Defesa

Status: 29.03.2021 22:08

O Brasil caminha para uma crise governamental em meio à pior fase da epidemia. Depois do chanceler, o ministro da defesa renunciou. Ambos foram considerados aliados próximos do presidente Bolsonaro.

No Brasil, duas altas figuras do governo do presidente de direita Jair Bolsonaro anunciaram sua renúncia no mesmo dia: o chanceler Ernesto Araujo e o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, anunciaram sua renúncia em rápida sucessão.

Azevedo e Silva emitiu um breve comunicado agradecendo a Bolsonaro, que “se dedicou plenamente durante estes dois anos”, e afirmou suas conquistas militares. Concluiu com as palavras: “Vou com esta certeza: a missão cumprida”.

Vá direto para a direita

Com o chanceler Araujo, Bolsonaro perdeu um de seus ministros mais importantes. Araújo, visto como um direitista linha-dura e um aliado leal do presidente, sofreu grande pressão até mesmo em seu campo. Recentemente, o presidente de ambas as casas do Parlamento instou-o a substituí-lo.

Araujo era considerado um apoiador fiel do Bolsonaro.

Foto: Reuters

Acampamento Bolsonaro: Araujo está fora do lugar

Araujo defendia uma política externa diplomática de confronto e minimalista nos moldes do governo Trump nos Estados Unidos. Entre outras coisas, ele brigou repetidamente com a China. Seus ataques à China, aos ambientalistas e à esquerda foram cada vez mais vistos como uma distração da luta contra a epidemia.

Após a mudança de governo nos Estados Unidos, o Brasil ficou amplamente isolado no cenário internacional. Mesmo dentro do campo parlamentar de Bolsonaro, a visão prevalecente era que Araújo estava deslocado. Por exemplo, quando se trata de negociar o fornecimento de vacinas ou a matéria-prima para a produção de vacinas. O Brasil depende da China para isso.

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Mudança na política de Bolsonaro

A renúncia do ministro das Relações Exteriores marca uma virada na política de Bolsonaro: há vários meses, ele conta com um bloco moderado de centro-direita no Parlamento. Desde então, Bolsonaro parecia menos conflituoso.

A saída de Araujo é um golpe para Bolsonaro, mas é parte de um esforço mais amplo do presidente para levar a pandemia mais a sério e desacelerar uma segunda onda recorde. Não se sabe quem chefiará o Itamaraty no futuro.

Com informações de Ivo Marusczyk, ARD Studio Buenos Aires

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