Brasil: mineração de ouro polui rios, solo e alimentos





Unidade especial descobre mineração ilegal de ouro no estado do Pará, sudoeste do país.
cenário: Photosplica

(São Paulo, 30 de março de 2021, Brasil de vato– A extração ilegal de ouro na região amazônica envenena o solo e a água com mercúrio, que é usado para extrair ouro. Os metais pesados ​​podem desfigurar os fetos, causar cegueira e matar pessoas. Água potável, frutas e vegetais estão contaminados com mercúrio. Essa é a realidade dos indígenas Mondoroco que vivem no Rio Tapajós, no estado do Pará. Segundo estudo publicado recentemente pela Fundação Oswaldo Cruz, 100% dos indígenas estão contaminados com mercúrio. A gravidez é mostrada em amostras de cabelo. Por ser um metal pesado altamente tóxico, os danos da contaminação por mercúrio costumam ser graves e permanentes.

O estado não está particularmente interessado em envenenamento

Os indígenas da região central do rio Tapajós, entre as comunidades paraenses de Itaituba e Trairão, exploram ouro há mais de 70 anos. Eles estão praticamente sozinhos com as terríveis consequências para sua saúde e meio ambiente. Nas estatísticas oficiais brasileiras, os dados sobre poluição ambiental desempenham apenas um papel secundário, e o mesmo se aplica ao estado de saúde das pessoas. O envenenamento por mercúrio é relatado apenas marginalmente. “Só em Fucruz, temos 500 casos de intoxicações por indígenas que não aparecem nas estatísticas oficiais”, diz Paulo Basta, coordenador de investigação da fundação. Não apenas as montanhas Mondoroku foram afetadas, mas também os túmulos Yanomami Wikiwana. Os sintomas de envenenamento por mercúrio incluem febre, calafrios, sensibilidade da pele, reações oculares, sonolência, fraqueza muscular, perda de memória e distúrbios funcionais dos rins, fígado e pulmões. Quem fica exposto, como na região amazônica, ao metal pesado por um longo período de tempo, desenvolve sintomas mais graves como dormência nos braços, mãos, pernas e pés, distúrbios do sistema nervoso central ou visão deficiente. Em mulheres grávidas, o mercúrio pode atrasar o crescimento do feto.

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Ditadura militar impulsiona mineração

O início da mineração ilegal de ouro remonta à era colonial. Francisco Clveem, Coordenador da Iniciativa Movimento afetado por barragens Contra a construção de barragens, ele afirma que a exploração do ouro criou os primeiros centros de colonização e que as primeiras fronteiras do Brasil foram definidas com isso. Em seguida, foram consolidados os estados de Rondônia, Amapá e Roraima. Durante o governo de Getúlio Vargas, as empresas transnacionais começaram a entrar no setor e a lançar as bases da mineração na Amazônia. O início de 1945 foi a exploração das jazidas de manganês no Amapá. Com a ditadura militar (1964-1985), a mineração se intensificou e se expandiu para outros minerais, agora ouro, diamantes e alumínio também desempenham um papel importante. Com a exploração das jazidas e a diversificação da economia brasileira, a exploração do ouro acabou em grande escala e se limitou a poucas regiões.

O presidente Bolsonaro colocou o volante de volta nos trilhos

No início do mandato do presidente Lula (2003), a exploração de ouro não era mais financiada. A mineração ilegal de ouro em áreas indígenas foi proibida por lei e o foco era mais na demarcação de áreas indígenas da Amazônia e estabelecimento de reservas naturais. O país agiu cada vez mais contra o desmatamento, corte e queima, mineração ilegal e trabalho forçado. Mas com o governo Bolsonaro, o apoio à implementação de regulamentações ambientais diminuiu significativamente, explica Clvim. O governo do presidente de extrema direita Jair Bolsonaro está enviando incentivos claros para a produção de mineração. “Não se trata apenas de incentivos. Com terras indígenas liberadas na Amazônia para mineração, principalmente para garimpo de ouro, Bolsonaro manterá uma de suas promessas eleitorais”.

Atualização CC BY-SA 4.0.0A mineração de ouro polui rios, solo e alimentos Licenciado sob News Pool Latin America Atribuição Creative Commons – ShareAlike 4.0 International.

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