Por: Thiago Andrade
Repórter

Trabalho doméstico reforça informalidade

As pessoas estão buscando trabalho doméstico, na maioria das vezes sem carteira, por falta de espaço na economia formal

No trimestre que acabou em outubro, ocorreu um crescimento de 2,9% na quantidade de trabalhadores domésticos, ou aproximadamente de 177 mil postos de trabalho a mais, frente ao trimestre encerrado em julho. Esse dado foi uma das contribuições mais importantes para a diminuição no índice de desocupação, de 12,8% para 12,2% nesses mesmos trimestres, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), publicada pelo IBGE.

O gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, declarou que a geração de postos de trabalho ocorreu, especialmente, em áreas com predominância do trabalho informal.   Entre as 868 mil pessoas a mais na população ocupada, frente ao trimestre que acabou em julho, 326 mil são trabalhadores autônomos, 254 mil são empregados do setor privado sem carteira assinada e 177 mil são trabalhadores domésticos.

“Quando o trabalho doméstico sobe pela formalização é positivo. No entanto, na conjuntura atual, as pessoas estão buscando trabalho doméstico, na maioria das vezes sem carteira, por falta de espaço na economia formal”, esclareceu.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), publicada pelo IBGE
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), publicada pelo IBGE  Foto:Reprodução da internet

Entre os grupos de atividade, a recuperação no trimestre terminado em outubro frente ao terminado em julho foi causa, principalmente, ao grupamento informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (alta de 3,2% ou mais 311 mil postos), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (alta de 1,2% ou mais 208 mil postos) e construção (alta de 2,5% ou mais 169 mil postos). Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, se destacando o setor de alojamento e alimentação, que criou cerca de 500 mil postos de trabalho a mais.

Mesmo tendo recuado na comparação trimestral, a taxa de desocupação esta acima da registrada no mesmo trimestre de 2016, quando estava em 12,2%. “Embora os resultados do trimestre mostrem aumento da ocupação e redução na fila da desocupação, os números são desfavoráveis em relação ao ano passado”, afirma Cimar Azeredo.

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