Por: Pedro Henrique Santiago
Repórter

Pesquisa revela sobre acesso de crianças e adolescentes na web

Pesquisa revela o comportamento e impacto do uso da Internet na vida dos jovens. O problema é a falta de supervisão.

No Brasil, são maias de 22 milhões de crianças e adolescentes que usam o celular para pesquisar, jogar e navegar na internet. O problema é que sem supervisão, eles estão tendo acesso a assuntos impróprios para a idade.

criançasUma pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil, que estuda e organiza a rede virtual no país, mostra que 91% dos jovens de 9 a 17 anos que usam a internet diariamente. Isso mostra um avanço muito alto do que há cinco anos atrás que eram apenas 21%. (foto: imagem do Google)

Essas trocas gigantescas de informação entre milhões de pessoas ao mesmo tempo às vezes geram comportamentos condenáveis. A discriminação foi o mais lembrado pelos jovens internautas (41%) - principalmente por raça ou cor e aparência física.

Os pesquisadores também detectaram que adolescentes de 11 a 17 anos tiveram contato com assuntos sobre como se automutilar (13%) e sobre como ficar mais magro (20%).

 Mais de 90% começaram a acessar as redes sociais com 12 anos ou menos, e 86% admitem já ter mentido a idade para poder acessar alguma dessas redes;

 Quase 95% acessam a Internet todos os dias ou quase todos os dias e 85% usam a Internet por duas horas ou mais;

 Só 33% dizem ter problemas com os pais pelo exagero no uso, enquanto 80% dos pais dizem ter problemas com os filhos em função do tempo de conexão.

 63% concordam que é mais fácil esconder dos pais aquilo que acessam pelo tablet ou celular;

 22% dos jovens já ficaram, 11% já namoraram e 5% já fizeram sexo com pessoas que conheceram pela Internet; pouco mais de 1% dos pais sabem, embora sejam contra esse comportamento.

 23% já foram vítimas de insulto ou violência pela Internet, 16% já enfrentaram algum tipo de preconceito e 36% já ficaram tristes por problemas vividos na rede;

 72,5% já mentiram na Internet e 37% já agiram de modo agressivo ou ofensivo com alguém.

adolescentes    (foto: imagem do Google)

As escolas já perceberam que não dá para concorrer com o celular e a internet, nem condenar o uso deles, afinal a tecnologia ocupa boa parte da vida dos estudantes quando eles vão para casa.

O que muitas escolas estão fazendo é tentar ajudar os alunos a navegar por caminhos mais seguros e evitar as armadilhas da rede.

A pesquisa ouviu quase seis mil pais, crianças e adolescentes de todo o Brasil entre novembro do ano passado e junho deste ano.

Notícias

MAIS NOTÍCIAS