Por: Victória Ribeiro
Repórter

Homofobia matou pelo menos 42 no Piauí em 5 anos

Ela relata que muitas vezes esses crimes acontecem pela falta de aceitação das pessoas com as diferenças

Segundo uma pesquisa do IBGE que foi divulgada e dados recentes do Grupo Gay da Bahia (GGB) entidade que quantifica o número de LGBT assassinados no Brasil, entre os anos de 2012 a 2016, pelo menos 42 homens, mulheres e transexuais mortos no Piauí. Já neste ano de 2018 foi registrado o primeiro caso de crime considerado homofobico no Piauí. Walteres Peixoto, de 33 anos, morto por espancamento no município de Piripiri.

Segundo a pesquisa, 2015 foi o ano com menos violento, e não apresentou nenhum caso, já 2012 foi considerado o ano mais violento, e foram registrados 15 mortes de homossexuais.

Homofobia
Só em 2012 foram 15 mortes registradas (Raíssa Morais)

 

Segundo Marinalva Santana, do Grupo Matizes, os dados são subnotificados. “Muitos gays são mortos no Brasil e a mídia trata como latrocínio, assassinato. Não por homofobia”, comentou ela. Ela reforça ainda que assassinar uma pessoa pelo fato de ser LGBT tem raízes na cultura patriarcal, calcada em uma perspectiva falocêntrica e de valorização do “homem-macho”.

Ela relata que muitas vezes esses crimes acontecem pela falta de aceitação das pessoas com as diferenças. “A homofobia tem raízes no machismo e na intolerância. É a incapacidade de certas pessoas de não conviverem com diferenças”, acrescenta.

 “O Estado tem que alcançar as pessoas LGBT em áreas de saúde, educação e segurança. Essas pessoas não podem ficar vulneráveis a assassinatos e outros tipos de violência pela orientação sexual e identidade de gênero”, e completa “Ainda há muita impunidade. São necessárias ações educativas preventivas que façam a sociedade acordar para o tema, que é grave no Brasil. Todo LGBT merece respeito”, finaliza.

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