Por: Pedro Henrique Santiago
Repórter

Caso Emily: Ex-policial e policial viram réus

O juiz de direito Antônio Reis aceitou a denúncia oferecida pelo promotor de Justiça, Régis Marinho

A justiça do Piauí recebeu a denúncia do Ministério Público do Estado contra o ex-policial Aldo Luís e o policial militar Francisco Venício, envolvidos numa abordagem desastrosa no dia 25 de dezembro de 2017, onde a pequena Emilly Caetano de 9 anos de idade, acabou atingida por um disparo e veio à óbito.

O juiz de direito Antônio Reis aceitou a denúncia oferecida pelo promotor de Justiça, Régis Marinho, ainda na terça-feira, 23. Aldo Luís, foi denunciado pelos crimes de homicídio qualificado e por tentaiva de homicídio qualificado mais outras quatro vezes. Já o policial Francisco Venício foi denunciado por fraude processual.

Família de Emilly Caetano
A família de Emily deve ser assistida pelo Governo do Estado / Crédito: Reprodução Facebook

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O CASO

Na noite de segunda-feira, 25 de dezembro de 2017, policiais militares agiram de uma forma malsucessida e acabou com a vida de uma criança de nove anos, na Avenida João XVIII, zona leste da capital.

Os policiais militares dispararam mesmo depois de pedir que o motorista parasse para averiguar. Os disparos atingiu além de Emilly, seu pai na orelha e sua mãe no pescoço, de raspão.

O cantor Evandro Costa teve alta do HUT no dia 31 de dezembro. Ele teve Traumatismo Cranioencefálico e segue com o projétil alojado na cabeça. Ele está com a audição temporariamente comprometida.

DEPOIMENTO DA MÃE DE EMILLY

A mãe de Emily, que também foi alvejada por um tiro de raspão no braço, prestou depoimento na Delegacia de Homicídios e declarou ao parar o veículo, os policiais já atiraram e ao descer do veículo com uma criança de colo, foi xingada pelo por um PM. Além de Emily e sua mãe sido atingidas pelos tiros, o pai da criança, Evandro Costa, que é cantor, foi atingido por uma bala no pescoço.

ALDO JÁ RESPONDIA A OUTRO PROCESSO

O ex-policial militar Aldo Luís Barbosa Dornel,  já responde a outro processo judicial por lesão corporal.

Aldo foi denunciado pelo Ministério Público Estadual, por ter atirado em um homem suspeito de agredir os avós no bairro Vila Uruguai, em junho de 2016.

O policial entrou na corporação em 2010, após ter sido reprovado no teste psicológico, e ter ingressado na justiça para fazer parte da Polícia Militar.

POLICIAIS TENTARAM ENGANAR A INVESTIGAÇÃO

Aldo Luís e Francisco Venício teriam alterado a cena do crime com a intenção de atrapalhar o trabalho de investigação da perícia da Polícia Civil.

Segundo o delegado Baretta, chefe de investigação da  Delegacia de Homicídios, os policiais Aldo Luís e  Francisco Alves teriam coletado as cápsulas deflagradas da cena do crime e apresentado uma viatura que jáhavia sido atingida há um tempo que não corresponde com o período do acontecimento com a família. “Eles arrecadaram os estojos, mas o perito criminal ainda pegou alguns, e tentaram apresentar uma viatura com disparo antigo, para dar a entender que alguém tinha atirado contra eles”, diz o delegado Baretta.

A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva, na época, dos dois policiais militares pelos os crimes de fraude processual e homicídio doloso. O juiz da Central de Inquéritos, José Gil Barbosa, já acatou, ainda na quinta, 27, a prisão preventiva de ambos os policiais.

Ambos autuados por lesão corporal grave acrescida de morte e disparo em via pública. Nenhum dos dois ainda compareceu à Delegacia de Homicídios, e por isso, o titular da delegacia fará um novo ofício solicitando ao comandante geral da Polícia Militar a presença dos suspeitos.

REPROVADO NO TESTE PSICOLÓGICO

Aldo reprovou no teste psicológico do concurso da Polícia Militar e conseguiu ingressar nos quadros da instituição por meio de uma liminar em junho de 2010.

A liminar foi revogada em setembro de 2016 pelo juiz de direito Rodrigo Alaggio Ribeiro. Mas o comandante da PM, Coronel Carlos Augusto, afirmou que o soldado não havia sido exonerado porque a instituição não foi comunicada da decisão.

GOVERNADOR EXONERA ALDO

O governador Wellington Dias (PT) excluiu da Polícia Militar o soldado Dornel, acusado de afetuar disparos contra menina Emilly Caetano, nove anos, em uma abordagem na zona leste de Teresina.

Na tarde da quarta-feira, 10,, o Comando Geral da PM havia mandado para Wellington Dias, a sentença de revogação da liminar que anulou o teste psicológico do PM. Com a determinação, o policial está expulso definitivamente da corporação.

TRANSFERÊNCIA PARA UM PRESÍDIO COMUM

O ex-policial militar Aldo Luís  foi transferido para a detenção provisória de Altos.

Francisco Alves e Aldo estavam presos no presídio militar, mas como o governador assinou o decreto que desliga, somente o segundo continua na corporação,e consequentemente, preso no presídio militar.

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